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Vendas de importados têm alta de 44% no quadrimestre

Mercado | 03/05/2018 | 20h01

Vendas de importados têm alta de 44% no quadrimestre

Volume atinge 11,6 mil unidades emplacadas entre janeiro e abril

SUELI REIS, AB

As vendas de veículos importados avançaram 44% no primeiro quadrimestre do ano quando comparadas com volume total de iguais meses do ano passado. Dados divulgados na quinta-feira, 3, pela Abeifa, associação das importadoras e algumas fabricantes no Brasil, apontam que as dezesseis marcas associadas emplacaram juntas 11,6 mil unidades entre janeiro e abril contra as 8,1 mil verificadas há um ano.



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No resultado isolado de abril, o emplacamento de importados somou 3,23 mil veículos, em alta de 58,4% na comparação com mesmo de 2017, quando as vendas não passaram das 2,1 mil. Com isso, o segmento importado obteve uma participação de mercado de 1,5% no mês, uma vez que as vendas totais de veículos ficaram em 20,9,9 mil unidades, considerando apenas automóveis e comerciais leves. Já na comparação com março, o volume de abril recuou 6,4%.

O presidente da entidade, José Luiz Gandini, voltou a afirmar que o setor não terá um crescimento robusto neste ano em termos de volumes. Sua projeção de vendas para o ano, de 40 mil veículos importados, deve representar aumento de 34% sobre o volume de 2017, que foi de 29,7 mil, mas representará apenas um quinto do que o mercado de importados fez em seu melhor ano, 2011, quando os licenciamentos quase atingiram as 200 mil unidades. A projeção das 40 mil não inclui os produzidos no Brasil pelas associadas que têm fábrica localmente, caso da BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki.

Para Gandini, se essa expectativa se confirmar, a participação de mercado não deve ser maior do que 1,7% em 2018. “Com essa fatia, não atrapalhamos nenhuma montadora, só vamos continuar trazendo carros de nicho ao Brasil”, disse.

A preocupação do setor ainda está concentrada no câmbio, que segundo Gandini, subiu 6% só em abril. Essa volatilidade deve balizar um aumento de preço nos próximos meses. “O importado deve subir sim de preço. É impossível não elevar; não vejo como nossas marcas vão deixar de repassar [o aumento do dólar]; com um dólar que passou de R$ 3,20 para R$ 3,55 deve subir 10%”, revela.

Ele conta que as estimativas dos bancos apontam que o dólar deve fechar o ano em R$ 3,35. “Mas com câmbio, tudo pode acontecer. Nossa projeção está baseada em um dólar nesse nível [R$ 3,35], mas ela pode mudar”, disse. “Segundo semestre é sempre mais forte, mas neste ano será um período atípico e muito complicado com eleições, que também podem atrapalhar o câmbio, porque não temos ideia de quem assumirá o governo e qual linha será seguida”, comenta.

EMPREGOS E DISTRIBUIÇÃO


Segundo a Abeifa, suas 16 associadas contrataram 245 novos empregados no primeiro quadrimestre, reflexo da melhora sensível do segmento e que reagiu com a abertura de 16 novas concessionárias no período, elevando para 446 pontos de vendas. Segundo a entidade, atualmente o setor emprega 15 mil pessoas de forma direta.

“Isso tudo veio com o fim do IPI maior. Com isso, devemos fechar o ano com 500 concessionárias e 20 mil empregos diretos”, projetou Gandini.

Acompanha entrevista exclusiva com José Luiz Gandini, presidente da Abeifa:



Tags: Vendas, carros importados, Abeifa, José Luiz Gandini.

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