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BMW X2 eleva prazer ao volante com projeto subversivo
Com mistura de estilos, BMW X2 agrada pelo design e prazer de dirigir

Lançamentos | 23/04/2018 | 17h24

BMW X2 eleva prazer ao volante com projeto subversivo

Novo integrante da família X mistura hatch, SUV e cupê

PEDRO KUTNEY, AB

Para quem gosta de dirigir com torque alto, precisão e tocada esportiva, vai ter uma experiência e tanto com o novo BMW X2, que chega importado da Alemanha esta semana às concessionárias da marca no Brasil, em duas versões: sDrive20i GP por R$ 211.950 ou a topo de linha sDrive20i M Sport X por R$ 246.950. Ele é o mais novo integrante da família X da BMW, que a fabricante autodenomina como sendo de SAVs (de Sport Activity Vehicle, ou “Veículo de Atividade Esportiva), no lugar da classificação SUV, mais comumente usada.

Na verdade, o X2 vai além dessa qualificação, pois mistura estilos de hatch, SUV e cupê, por isso a fábrica deu a ele a subclassificação SAC, de Sport Activity Coupé, o primeiro da marca alemã. Isso faz dele o mais subversivo do clã, a começar por altura reduzida do solo em relação a outros da família X, que o aproxima da dinâmica esportiva, mas o afasta da classificação de SUV, entendida como sendo aplicada a carros mais altos.

Ainda que levemente, até o design do X2 foi subvertido: preserva a imagem tradicional da BMW mas, ao mesmo tempo, adota traços inéditos, inclusive para o símbolo máximo da marca, o “duplo rim” da grade frontal, que foi invertido no novo carro (em relação aos demais modelos).

Ele também é subversivo na tração, só dianteira, igual a usada pelos irmãos de plataforma X1, Série 1, Série 2 e Mini. Por isso é tratado como espécie de BMW aleijado pelos puristas da tradicional tração traseira da marca. Bobagem. Para um carro urbano, o X2 oferece precisão esportiva muito além da necessária para divertir quem o dirige.



REBELDE COM CAUSA



Por causa dessas subversões todas, o X2 é tratado por seus criadores como um adolescente inquieto: os designers da BMW o chamam de “cool rebel”, o “rebelde legal”. E ele é – para alegria dos marqueteiros que ganharam mais um cool name para vender. Mas trata-se de rebeldia com causa bem definida: criar um SUV/SAV (ou algo parecido com isso) com dirigibilidade acima da média.

O X2 não só mistura estilos, como oferece boas experiências de cada um deles. Tem a imagem robusta e musculosa de um utilitário esportivo (seja SUV ou SAV), o desenho fluído e comportamento esportivo de um cupê, as dimensões confortáveis em largura (1,82 m), altura (1,54 m), comprimento (4,36 m) e entre-eixos (2,67 m) de um hatch médio.

O resultado prático disso tudo é um carro bem acertado, de comportamento dinâmico exemplar, que entra em curvas grudado ao chão, com direção e suspensão muito precisas, aproveitando na íntegra a boa potência de 192 cv e torque bem-disposto de 28 kgfm do eficiente motor biturbo de quatro cilindros, acoplado ao esperto câmbio automático de dupla embreagem com sete marchas – que também responde com rapidez às trocas feitas nas aletas no volante.

É um modelo compacto médio com espaço interno muito confortável para quatro pessoas – sem muita bagagem, já que o porta-malas de 370 litros não é dos maiores da categoria, perdeu volume para privilegiar quem viaja atrás. Mas nem precisava, já que não se trata de carro familiar, foi pensado para jovens sem filhos.



MENOS POR MAIS



O X2 segue o padrão de luxo dos BMW, tem acabamento interno requintado, com revestimentos em couro, painel emborrachado e sistema de infoentretenimento completo – incluindo o sistema ConnectedDrive, que conecta o carro à internet e oferece acesso a dados de trânsito em tempo real, notícias personalizadas, envio e recebimento de e-mails, serviço de informações gerais (concierge) e alertas de manutenção de componentes, entre outras funcionalidades. Os bancos dianteiros têm ajustes elétricos e padrão esportivo, que “abraça” o ocupante.



A segurança é garantida por controles eletrônicos de estabilidade e tração, freios a disco ventilado nas quatro rodas, seis airbags e pneus Star Marking, com tecnologia run-flat (que permanece rodando mesmo furado).

Contudo, ao contrário de concorrentes do mesmo padrão e faixa de valor, o X2 não agrega algumas das mais modernas de assistência ao motorista, como frenagem automática de emergência, assistente de condução na faixa de rodagem (LKA), nem o controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC), que mantêm o carro a distância segura do veículo à frente com acelerações e frenagens automáticas – o X2 tem só o controle de aceleração automática simples, sem a regulagem de distância.

A BMW alega que é proposital a ausência desses equipamentos, afirma que o X2 é carro para quem gosta de dirigir sem essas assistências todas, o tal de cool rebel. É uma boa desculpa para cobrar mais por menos, na comparação com concorrentes como o recém-lançado Volvo XC40, que briga na mesma faixa de mercado, com nível maior de sistemas de assistência e por preço menor, começando em R$ 170 mil.

O novo BMW cobra tão alto quanto o prazer de dirigir que proporciona. Ao menos na pré-venda aberta no início do ano, nenhum dos primeiros 100 compradores que esgotaram a cota inicial do X2 pareceu ar qualquer importância para essa relação custo-benefício. Agora, com o carro disponível para contato físico nas concessionárias, razão e emoção vão competir pelo sucesso do X2.



Tags: BMW X2, lançamento, experiência.

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