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Produção de veículos cresce 15% no primeiro bimestre

Indústria | 06/03/2018 | 17h24

Produção de veículos cresce 15% no primeiro bimestre

Contudo, houve queda de 2,1% no volume de fevereiro sobre janeiro, indica Anfavea

SUELI REIS, AB

A produção de veículos no Brasil cresceu 15% no primeiro bimestre deste ano quando comparada ao volume de igual período de 2017. Dados divulgados na terça-feira, 6, pela Anfavea, associação dos fabricantes, aponta que as linhas de montagem entregaram pouco mais de 431,5 mil unidades, entre veículos leves e pesados. No entanto, ao considerar apenas o dado isolado de fevereiro, quando a indústria produziu 213,5 mil veículos, o volume representa queda de 2,1% sobre janeiro, que teve 218,1 mil veículos produzidos e foi o melhor volume para o mês desde 2014. Na comparação com fevereiro de 2017, houve alta de 6,2%.



- dos dados da Anfavea
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Segundo o presidente da entidade, Antonio Megale, a produção menor em fevereiro sobre janeiro reflete um mês com quatro dias úteis a menos do que janeiro devido ao feriado de carnaval, o que influiu na programação das fábricas. Ainda assim, o representante das montadoras considerou positivo o fato de que a produção continua em curva ascendente na comparação anual. No início de 2018, a Anfavea divulgou sua projeção para o ano, que aponta uma produção de 3,05 milhões de veículos, o que representaria um aumento de 13,2% sobre os 2,7 milhões fabricados em 2017.

“O importante é atingir a casa dos 3 milhões projetado para o ano, indicando que estaremos próximos do recorde da indústria, que foi de 3,7 milhões em 2013”, comenta Megale, presidente da Anfavea.



O representante da indústria também indicou que a produção dos dois primeiros meses de 2018 ficou muito próxima da média dos últimos 10 anos, entre 2008 e 2017, que é de 443 mil unidades, com picos acima das 500 mil unidades em 2011, 2013 (ano de recorde) e 2014.



Entre os segmentos, o de pesados anotou maior índice de crescimento da produção: enquanto o segmento leve cresceu 13,8%, os pesados aumentaram seus volumes em 51,6%, na soma de caminhões e ônibus.

ESTOQUE E EMPREGOS


Com um ritmo maior nas linhas de montagem ao longo do primeiro bimestre, os estoques seguem elevados: no fim do período, a Anfavea contabiliza 226,5 mil veículos estocados, equivalente a 41 dias de vendas (considerando a média de vendas de fevereiro) e o mesmo número de dias verificado em janeiro. Deste total, 82,4 mil estão nos pátios das fabricantes e 144,1 mil na rede de concessionárias.

“Ficou no mesmo nível do mês anterior e um pouco acima do que consideramos ideal”, avalia Megale, indicando que um bom estoque é o equivalente a 30 dias. “Mas é normal para o período, uma vez que janeiro e fevereiro têm uma sazonalidade mais baixa e as empresas preparam os estoques para março, que normalmente têm vendas maiores, como já estamos vendo nos primeiros dias: o mês já está mostrando bons números”, completa.

A indústria também elevou o número de pessoas empregadas em 1,1% na comparação de fevereiro com janeiro, para 130,4 mil. Há um ano este número era de 127,2 mil empregados, significando aumento de 2,5% no comparativo anual. Megale destacou que o número de pessoas afastadas por layoff ou PPE (Programa de Proteção ao Emprego) continua diminuindo: em janeiro, eram 1.721 e em fevereiro caiu para 1.434, dos quais 936 em PPE e 498 em layoff. Segundo o executivo, este aumento é pontual e reflete a decisão de empresas associadas que estão abrindo novos turnos de trabalho.

Apesar da evidente recuperação, a indústria automotiva ainda enfrenta 39% de capacidade ociosa, sendo que o segmento leve registra 37% e o setor de pesados (caminhões e ônibus) ainda amarga expressivos 70% de ociosidade. Segundo Megale, o ideal é uma ociosidade de 15%. Ele lembra que no pico das atividades, entre 2012 e 2013, a indústria chegou a trabalhar com 105% de ocupação, considerando três turnos em diversas fábricas da época. Atualmente, a indústria nacional tem capacidade para produzir 5 milhões de veículos.



Tags: Produção, veículos, Anfavea, empregos, estoque, Antonio Megale.

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