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Mercado | 06/11/2017 | 19h54

Venda de máquinas agrícolas esfria na reta final

Mercado interno para de crescer e repetirá fraco desempenho de 2016
MÁRIO CURCIO, AB

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias registrou em novembro 3,1 mil unidades, resultando em queda de 21,4% ante outubro e de 14,9% em relação a novembro do ano passado. No acumulado do ano, as 40,5 mil unidades repassadas pelas montadoras às revendas registram alta de apenas 2,6% sobre igual período de 2016 e é bem provável que o acumulado até dezembro o setor anote empate ou pequeno crescimento, próximo a 1% sobre 2016.

Com isso, o mercado interno deve fechar em cerca de 44,2 mil unidades e não em 46,7 mil, como previu a Anfavea, associação que reúne os fabricantes do setor. “As vendas caíram porque em julho o governo reduziu de 18 para 12 meses a carência do Moderfrota”, afirma o vice-presidente da entidade, Alfredo Miguel Neto. “Mudanças de regra no meio do caminho sempre geram instabilidade”, recorda o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

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Miguel Neto cita também as altas taxas de juros do Moderfrota, de 10,5% para os grandes produtores. Vale lembrar que o acumulado do primeiro semestre ainda registrava alta de 20% sobre o mesmo período do ano passado. Os fabricantes esperavam crescimento menor a partir de julho, mas terminar o ano abaixo das 46,7 mil unidades não estava no roteiro.

Os tratores de rodas detêm a maior fatia do setor e registraram 34,2 mil unidades, 4,3% a mais que no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, os modelos com potência entre 81 e 130 cavalos tiveram o maior crescimento, 20,4%. Os modelos até 80 cv cresceram 4,6% e os acima de 130 cv recuaram 14,1%.

As exportações continuam ajudando o setor e somaram 12,9 mil unidades no acumulado até novembro, com alta de 49% sobre o mesmo período do ano passado. O embarque mais expressivo depois dos tratores de rodas ocorreu para as retroescavadeiras: 2,1 mil máquinas e acréscimo de 38,2%. “Elas seguem basicamente para a América do Sul”, afirma Miguel Neto. A exportação de tratores de esteiras somou 1,7 mil unidades e alta de 81,6%. Já no mercado interno, esses equipamentos registram baixos volumes e queda no acumulado do ano por causa da escassez de novas obras de infraestrutura.

A produção do setor de máquinas agrícolas e rodoviárias soma 52,3 mil unidades e alta de 8,1%. Os tratores de esteiras tiveram 1,8 mil unidades fabricadas de janeiro a novembro e anotaram a maior alta, 70,6%. O segundo crescimento mais expressivo ocorreu para as colheitadeiras: 5 mil unidades fabricadas e acréscimo de 24,1% sobre os mesmos 11 meses de 2016.

Miguel Neto acredita na manutenção do crescimento do setor para 2018.

Tags: Máquinas agrícolas, construção, Alfredo Miguel Neto, Moderfrota, Antonio Megale, tratores, retroescavadeiras, colheitadeiras.

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