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Mercado | 06/07/2017 | 17h12

Exportações: 2017 será o segundo melhor ano

Anfavea revisa projeções e espera alcançar volume próximo a recorde

SUELI REIS, AB

Ao encerrar o primeiro semestre com crescimento expressivo de 57,2% nas exportações, para pouco mais de 372,5 mil unidades, entre veículos leves e pesados, a Anfavea revisou para cima suas projeções e sinaliza que este poderá ser o segundo melhor ano da história do setor, atrás apenas do recorde de 2005, quando o País embarcou 724,1 mil veículos. Para as fabricantes, neste ano o Brasil será capaz de enviar 705 mil veículos a outros mercados, o que representaria crescimento de 35,6% sobre o volume de 2016, que foi de 520 mil unidades. Na projeção anterior, divulgada em janeiro, as montadoras desenhavam um horizonte com 558 mil veículos e alta de 7,2%.

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“É um setor que tem apresentado excelentes resultados”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale, na quinta-feira, 6, durante a apresentação do balanço do semestre para a imprensa em São Paulo. “Também foi o melhor primeiro semestre da história do setor, o que deve trazer resultados ainda mais positivos para o ano”, observa.

Do total de 705 mil veículos exportados projetado pela Anfavea, 669 mil serão de veículos do segmento leve, que inclui automóveis e comerciais leves. Se este volume se consolidar, representará aumento de 36,9% sobre o ano passado. Antes, eram previstos 523 mil unidades ou alta de 7,1%. Para pesados, a Anfavea acredita que o crescimento será menos robusto, alcançando incremento de 14,7% sobre as exportações de 2016, que foram de 31,3 mil para 35,9 mil. A previsão anterior apontava 34,4 mil caminhões e ônibus, aumento de 9,7%.

No decorrer dos seis primeiros meses do ano, todos os segmentos apresentaram desempenho positivo, com destaque para veículos leves, cujas exportações tiveram incremento superior a 58% no comparativo anual, para 354,8 mil unidades, das quais 301,3 mil automóveis (+58,9%) e 53,5 mil comerciais leves (+57,2%). As fabricantes de pesados também exportaram mais: foram 13,6 mil caminhões, aumento de 45,4%, enquanto ônibus somaram 4,1 mil unidades, alta de 6,8%.

Considerando o balanço mensal, as exportações de junho fecharam em pouco mais de 66 mil unidades no total, entre leves e pesados, fazendo deste o segundo melhor junho da história, atrás apenas do mesmo mês de 2005 (ano recorde), quando foram embarcados 70 mil veículos. Já na comparação com maio, houve queda de 9,3%, o que segundo Megale, é um fator pontual, resultado de algumas montadoras que produziram mais em maio para dar conta das exportações. O executivo também lembra que junho teve um dia útil a menos do que maio, o que influencia nos números finais da comparação mensal. Sobre junho do ano passado, as exportações foram 40,9% maiores

Em termos de valores, houve aumento de 57,1% nos seis primeiros meses do ano sobre igual período do ano passado, para US$ 6,19 bilhão. “Estamos caminhando para o terceiro melhor ano em valores de exportação, atrás apenas de 2011 e 2013”, sinaliza Megale, acrescentando que esta previsão inclui as exportações totais de veículos, incluindo leves, pesados, máquinas agrícolas e de construção.

Segundo Megale, outros países da América do Sul continuam como os principais destinos dos carros produzidos no Brasil, especialmente Argentina, cujas vendas internas devem bater as 900 mil unidades, além do México. O presidente da entidade revela que Chile, Peru e Uruguai vem apresentando aumento maior do que os demais mercados. Por outro lado, ele afirma que o acordo com a Colômbia estagnou: “Há uma resistência por parte da Colômbia, embora o acordo tenha sido acertado”, comenta.

Ele informa ainda que por causa do volume bastante expressivo das vendas previstas para a Argentina neste ano, o Brasil está intensificando seu diálogo com o país vizinho a fim de estreitar as relações comerciais e de produção: “Para que o Mercosul tenha um papel mais relevante no mundo, Brasil e Argentina devem desempenhar um papel de produção complementar, para isto estamos trabalhando, a fim de ter acesso a esse mercado de 90 milhões de unidades que é a demanda global”, afirma, indicando a vocação da Argentina para picapes enquanto o Brasil mantém sua especialidade em automóveis.



Tags: Exportações, projeções, recorde, Anfavea, Antonio Megale.

Comentários

  • Alfonso Abrami

    Mais um motivo para atingirmos limites (normas técnicas) de emissões e segurança os mais atualizados possíveis. Os mesmos da Europa, por exemplo. Compito do grupo de trabalho "Agenda 2030 - Indústria Automotiva Brasileira".

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