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Falha humana acelera chegada de carros totalmente autônomos

Tecnologia | 17/02/2017 | 18h36

Falha humana acelera chegada de carros totalmente autônomos

Ford e Google apontam que é inseguro contar com intervenção do motorista

REDAÇÃO AB

A Ford surpreendeu o mercado ao anunciar no ano passado que vai produzir em massa carros totalmente autônomos já a partir de 2021 (leia aqui). E por totalmente autônomos entendem-se veículos que rodam sem nenhuma interferência do motorista e nem sequer têm volante e pedais de aceleração e freio. A decisão radical de pular a etapa de oferecer automóveis semiautônomos foi tomada quando a montadora constatou que não dá para confiar nas habilidades humanas.

No desenvolvimento dos sistemas autônomos, a Ford enfrentou problema inesperado: os engenheiros responsáveis por gerenciar o automóvel cochilavam assim que adquiriam confiança no sistema. Dessa forma, em uma situação crítica, mesmo que o veículo emitisse alerta com alguns segundos de antecedência, o motorista provavelmente não teria condições de assumir a direção. “E isso porque se tratavam de engenheiros treinados que estavam ali para testar a tecnologia”, enfatizou Raj Nair, chefe de desenvolvimento de produto da Ford, à agência Automotive News.

Segundo ele, a empresa teria tentado vários recursos para reverter a situação: alertas sonoros, luzes piscantes e assentos vibratórios, mas a soneca nos carros autônomos parece irresistível. Diante disso, a companhia entendeu que seria perigoso contar com as habilidades de um motorista para assumir o comando do carro e desistiu de lançar modelos do chamado nível 3 de automação - a escala vai de 1, dos carros sem qualquer assistência à direção, ao 5, para completamente automatizados.

A Waymo, empresa do grupo Alphabet responsável pelo projeto do Google Car, chegou a conclusões parecidas em relação ao comportamento do condutor. “Pode ser que o nível 3 de automação seja um mito. Há chances de não valer a pena fazer um automóvel com alguma dependência da intervenção humana”, já declarou John Krafcik, CEO da companhia. Segundo a organização, contar que pessoas desatentas substituam o robô em situações complexas de condução é a receita para o desastre.

EMPRESAS SUSTENTAM APOSTA EM SEMIAUTÔNOMOS

Enquanto Ford e Google apostam em salto tecnológico mais significativo, a maior parte das montadoras sustenta a opinião de que modelos com o nível 3 de automação são parte necessária da evolução. Executivos da Audi já declararam que os semiautônomos são essenciais para que o consumidor se adapte à tecnologia.

Já Nissan e Honda planejam o lançamento de carros de nível 3 que emitem alerta 30 segundos antes de o condutor precisar efetivamente assumir o controle – o tempo é superior aos 10 segundos normalmente considerados para estas situações. Caso o veículo não detecte as mãos ao volante, ele automaticamente para no acostamento.



Tags: tecnologia, carro autônomo, falha humana, nível 3.

Comentários

  • Enzo Di Biagio

    A produção e venda de carros automatizados será o fim da indústria e comercialização dos autos como conhecemos hoje em dia, a compra de um veículo tem um sonho, uma fantasia de criança, é uma atração o feeling que o comprador experimenta. A relação entre o homem e o automóvel é hoje parte de esse prazer, é uma extensão do proprietário. Mesmo que no posso ter uma Ferrari, o carro que compro terá uma imagem do desejo do dono. A chegada da automatização será o fim de curtir o dirigir a ação de pilotear, para fazer somente o uso do carro uma forma a mais de se transportar. No futuro não precisaremos ser dono, simplesmente o alugamos o pagaremos pelo seu uso, total, o carro terá o mesmo destino do metrô, para leitura e para dormir quando voltemos do trabalho.

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