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Balanço | 29/03/2016 | 21h20

PSA lucra na América Latina pela primeira vez

Redução de custos e aumento de margens garantiram resultado positivo

PEDRO KUTNEY, AB

A divisão latino-americana da PSA Peugeot Citroën seguiu o exemplo do resto da corporação e fechou 2015 com lucro na região. É a primeira vez que isso acontece em 15 anos e o resultado foi obtido dois anos antes do previsto pelo plano Back in the Race, que colocou o balanço da companhia francesa de volta ao azul em todo o mundo. O bom desempenho, contudo, foi conseguido a despeito do maior mercado automotivo da América Latina, o Brasil, que segue no vermelho com a queda pronunciada e continuada das vendas de veículos no País, sem perspectiva de melhora no quadro.

“Não é possível esperar por lucro no Brasil este ano ou no próximo. O aprofundamento da queda das vendas, que tendem a ficar abaixo de 2 milhões em 2016, provoca uma política de preços que corroem todas as margens. Por isso neste momento são muito importantes os resultados positivos que tivemos em outros mercados da região como Argentina, México, Uruguai, Peru e Uruguai, que mesmo sendo muito menores, todos juntos compensaram o prejuízo brasileiro”, explica Carlos Gomes, presidente da PSA Peugeot Citroën América Latina. O executivo garante que o País e a região ganharam importância para o grupo. “É preciso destacar que apesar de o Brasil ter ido muito mal nós fomos melhores, porque cortamos custos e priorizamos margens, tiramos de linha produtos que não traziam lucro, reduzimos a estrutura. Por isso agora temos uma organização que funciona, nos preparamos para a realidade atual”, diz.

Segundo Gomes, o tamanho do ajuste, nas margens e nos cortes, pode ser visto pela significativa redução do volume mínimo de vendas necessário na região para sustentar a empresa. “Para atingir o nosso ponto de equilíbrio financeiro, antes dos cortes, precisávamos vender 400 mil veículos/ano, hoje esse número é de 130 mil”, revela. Em 2015, a PSA vendeu 160 mil unidades na América Latina, conquistando 3,2% de market share. Foram 58 mil emplacamentos no Brasil (2,4% do mercado), que representou cerca de 45% do negócio, “mas já foi mais da metade”, lembra o presidente.

Gomes diz que os investimentos na região e no Brasil vão continuar, mas de forma muito mais dosada, no limite da necessidade. “Seria uma insensatez falar em grandes investimentos sem horizonte de crescimento, mas claro que não vamos ficar parados”, diz. O plano de reposicionamento das marcas Peugeot e Citroën em patamar superior do mercado também segue em frente. “Mas isso leva tempo e será melhor percebido com novos produtos que ainda nem existem aqui”, enfatiza.

Assista abaixo a entrevista exclusiva de Carlos Gomes para a ABTV:



Tags: PSA, Peugeot, Citroën, balanço, resultado, América Latina, AL, indústria.

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