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Mudança é a palavra de ordem no marketing automotivo
Gil Giardelli, da ESPM, e Renata Bokel, da Isobar, traçam cenário sobre importância da evolução do marketing a partir das mídias sociais (Fotos: Luis Prado)

Mundo Digital | 29/09/2014 | 20h54

Mudança é a palavra de ordem no marketing automotivo

Inovação na relação consumidor e marca é o maior desafio das empresas

SUELI REIS, AB

Se adequar às novas tecnologias midiáticas – principalmente redes sociais – saber traduzir seus bilhões de dados gerados a cada segundo para transformá-los em soluções palpáveis e tangíveis com foco no consumidor é citado como um dos grandes desafios atuais para o profissional de marketing quando o assunto é a relação da montadora com o consumidor final. Esta é a conclusão a que chegaram dois dos especialistas que participaram do II Fórum Marketing Automotivo, promovido por Automotive Business, na segunda-feira, 29, em São Paulo.

É fato que as empresas já se deram conta que as novas tecnologias de comunicação e marketing se tornaram a principal ferramenta para estarem mais perto do consumidor. Prova disto é que 25% das marcas líderes de mercado no mundo foram ultrapassadas por novas empresas, a maioria delas têm como core business a informação ou o entretenimento baseado em novas plataformas de mídia, como Google e Apple, entre outras.

“25% dos CEOs pelo mundo acham que seus negócios estão ameaçados”, demonstra Gil Giardelli, professor de pós-graduação da ESPM e CEO da Gaia Creative, citando resultado de uma pesquisa durante seu painel “A revolução das mídias sociais”.

Em sua apresentação, Giardelli declara que o mundo corporativo vive o momento em que sai o B2B e o B2C para a entrada do H2H, human to human, “no qual, por mais tecnológico que seja, não se deve perder a humanidade”. Dentro de um processo complexo, a criação está no patamar do que ele chamou de “inovação incremental: estamos vivendo o mundo digital das sensações”.

De uma forma muito simples isto significa que inovações devem servir ao consumidor de maneira a não ser superficial ou dispensável, tornando-se uma necessidade. Giardelli afirma que tal processo já funciona há muito tempo em várias vertentes: “Caso do Itaú, onde o número de clientes que usam seus canais digitais já superou aqueles que usam os canais tradicionais, como as agências físicas. Ou mesmo algumas igrejas, que aqui no Brasil, já usam máquinas de cartão de crédito ou débito dentro dos templos para o pagamento do dízimo e outras contribuições. Daqui para frente, tudo será ‘dado’: deve-se estar preparado para este big data, porque saber traduzir este mundo de informação digitalizada significa saber o que querem os clientes”.

NAVEGAR É PRECISO

Por sua vez, Renata Bokel, vice-presidente de planejamento da Isobar, ressaltou que a evolução da tecnologia de mídias é um caminho sem volta: “Uma pesquisa de 2011 revela que três em cada cinco entrevistados disseram que a internet passou a ser tão necessária quanto água ou comida e que 75% afirmaram não saber sobreviver sem a internet.”

O cenário para o Brasil não é diferente, a não ser pelo perfil participativo do País: é o quarto maior do mundo em consumo de aparelhos celulares, 31% dos que acessam a internet o fazem por meio mobile, três em cada dez brasileiros tem um smartphone, o que representa 26% de penetração no mercado. Em 2017, será 98%.

“A democratização da tecnologia alterou drasticamente o comportamento das pessoas. A mesma pesquisa mostrou que 97% delas mantém seus celulares a menos de um metro de distância, o tempo todo.”

Renata alerta que para entender este ‘novo’ consumidor, deve-se levar em conta que sua jornada como tal não é linear, explicando que há menos de dez anos, a rotina era: as empresas oferecem o que têm e o consumidor decide se quer, enquanto a nova realidade traz uma situação em que as empresas devem se antecipar – e muito – à necessidade do cliente/consumidor.

“Hoje nós temos pessoas mimadas pelas tecnologias mobile: você tem um mundo a sua mão, você vai ao banco, vê a previsão do tempo, analisa a situação do trânsito – aliás, o aplicativo faz isso para você e te indica a melhor rota. Então inovar hoje é muito mais desafiador para as marcas, porque é uma geração que você tem que antecipar o que ela precisa. Por isso, as marcas devem mudar drasticamente seu papel”.

A executiva cita que a mudança na relação entre marca e consumidor deve ter o objetivo não só de atrai-lo, mas principalmente de mantê-lo e cita o case da Fiat com a criação do Live Store, desenvolvido em parceria com a Isobar: por meio da internet, a montadora coloca o cliente dentro do carro, a partir de um especialista conectado com um tipo de fone de ouvido com câmera. Ao entrar no veículo, o especialista, que a Fiat chama de “expert” se torna os olhos do cliente, que vê por vídeo, todo o interior e exterior do carro, além de detalhes técnicos e opções de acessórios que podem ser vistos na tela (leia aqui).

“O marketing de relacionamento é uma ferramenta poderosa, se souber usar toda essa informação que está à disposição nas redes sociais, principalmente, sobre sua marca, seu produto. E quanto mais aberta a empresa for para estas novas maneiras de avaliação, mais os clientes vão voltar, mais eles vão ficar na sua marca”.



Tags: Marketing, redes sociais, Fiat, II Fórum Marketing Automotivo, Gil Giardelli, Renata Bokel.

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