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Chineses Geely chegam ao mercado em agosto
Sedã EC7 1.8 terá preço inicial próximo a R$ 55 mil

Lançamentos | 20/02/2013 | 12h42

Chineses Geely chegam ao mercado em agosto

Grupo Gandini será responsável pela operação comercial da marca no Brasil

GIOVANNA RIATO E MÁRIO CURCIO, AB

A partir de agosto, o Grupo Gandini começa a vender automóveis da marca chinesa Geely. Os carros virão de Montevidéu, Uruguai, onde serão montados no complexo industrial da Nordex, que produz também os caminhões leves Bongo, da Kia. A distribuição será feita pela rede exclusiva de 20 concessionárias concentradas nas regiões Sul e Sudeste. A operação comercial no Brasil será comandada por Ivan Fonseca e Silva, ex-presidente da Ford no Brasil e um dos responsáveis pela fábrica da empresa em Camaçari (BA).

Inicialmente a empresa trará dois modelos. O primeiro a chegar será o sedã EC7, com preço em torno de R$ 55 mil. O modelo terá opções com câmbio mecânico de cinco marchas e automático CVT e será equipado com motor de alumínio 1.8 com até 140 cv. Em seguida será lançado o hatchback LC, com propulsor 1.0 de até 68 cv, que deve ter preço por volta de R$ 35 mil. A expectativa para este ano é de vender em torno de 1,5 mil veículos no País.

Os carros serão importados da China em regime CKD e montados no Uruguai. O país tem acordo de livre comércio com o Brasil sem a exigência de índices mínimos de conteúdo local. Apesar disso, Silva garante que há uma série de parceiros instalados na região que fornecerão rodas, pneus, bancos e revestimentos internos. “A fábrica da Nordex fará ainda processos de pintura, solda e montagem final”, explica. A unidade tem capacidade para produzir 20 mil unidades anuais dos modelos da Geely.

Com este formato, o executivo aponta que a empresa abrirá mão de se inscrever no novo regime automotivo. “Traremos carros apenas do Uruguai, sem importações da China. Além disso, como entraremos no mercado nacional este ano, não conseguiríamos cota de importação”, conta, referindo-se a autorização para importar carros isentos do adicional de 30 pontos no IPI concedida às empresas habilitadas. Este volume é calculado com base na média anual de importações realizadas pela empresa nos últimos três anos. Como a Geely não tem esse histórico, ela não seria beneficiada.

PRODUÇÃO NACIONAL

Antes mesmo de iniciar as vendas no Brasil, o presidente da companhia para a região admite a possibilidade de que os veículos da marca sejam produzidos no País. Segundo ele, a companhia chinesa verá o impacto de seus carros no mercado nacional e, a partir disso, iniciará estudos sobre uma possível fábrica brasileira. A operação industrial seria conduzida pela organização asiática. Já a área comercial continuaria nas mãos do Grupo Gandini. “Temos um contrato de longo prazo para conduzir as vendas da Geely por aqui”, garante Silva, sem especificar datas.

O acordo entre as duas empresas foi firmado em julho de 2011. A estratégia traçada na época, no entanto, foi afetada pelo aumento de 30 pontos porcentuais no IPI de veículos importados de fora do Mercosul e do México, anunciado em setembro daquele ano. Desde então, as duas organizações vêm acertando o formato adequado para a introdução da marca no mercado nacional. O Grupo Gandini, que já representa a Kia no País, pretende garantir total independência administrativa e comercial para as marcas sob seu guarda-chuva.

A Geely começou a produzir automóveis em 1997 e, em 2012, fabricou 491 mil veículos e alcançou faturamento de US$ 23 bilhões. A empresa detém o controle da Sueca Volvo Cars e da Manganese Bronze Holdings, fabricante dos Black Cabs, tradicionais táxis ingleses.



Tags: Geely, Grupo Gandini, José Luiz Gandini, Kia, Ivan Fonseca e Silva.

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