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| 22/12/2008 | 00h00

Indústria americana em xeque, apesar da ajuda maior

O Herald Tribune, edição global do The New York Times, fez uma ampla análise neste final de semana sobre a situação da indústria automobilística norte-americana.

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O Herald Tribune, edição global do The New York Times, fez uma ampla análise neste final de semana sobre a situação da indústria automobilística norte-americana. Segundo a publicação, o presidente George Busch anunciou na sexta-feira que poderá ampliar para US$ 17,4 bilhões a ajuda à General Motors e Chrysler com recursos provenientes dos US$ 700 bilhões do Tesouro utilizados como fundo de estabilização financeira. Segundo o jornal, a ampliação da ajuda está longe de resolver os problemas do setor e nada faz para acrescentar qualquer novidade no gerenciamento das empresas. As duas montadoras terão prazo até 31 de março para demonstrar sua capacidade de recuperação aos representantes do governo de Barack Obama. Haverá pressões de todo tipo sobre a continuidade ou nao do auxílio do governo norte-americano à GM e Chrysler. De um lado os opositores asseguram que as empresas foram ineficientes no gerenciamento dos negócios e no desenvolvimento de alternativas para fazer frente a concorrentes mesmo antes da grande crise – e agora as condições serão ainda piores. Por outro lado, sem o socorro do Tesouro as duas empresas estarão insolventes, provocando um tsunami no setor e um impacto expressivo sobre a cadeia de fornecedores e distribuidores, além de outros agentes relacionados à atividade automotiva, como consultores, empresas de engenharia, financeiras. Há ainda em jogo a questao dos empregados do setor, que terão de fazer concessoes importantes para assegurar a competiividade das empresas às quais estao engajados. Na Late Edition, da CNN, no domingo, o tema esteve em debate e ficou claro que os trabalhadores sindicalizados das três principais montadoras dos Estados Unidos não querem ter seus pagamentos e benefícios determinados pela politica das montadoras locais de origem asiática. O efeito de um malogro na tentativa de assegurar a sobrevivencia das tradicionais montadoras norte-americanas atingirá nao apenas a economia norte-americana, como também o setor automotivo de outros países, como o Brasil. A Ford, enquanto isso, nao fez solicitação de ajuda ao Tesouro. Por outro lado, o Canadá anunciou que concederá ajuda de US$ 3,3 bilhões em empréstimos de emergência para a General Motors e Chrysler reestruturarem suas operações.

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